quarta-feira, 22 de julho de 2015
sábado, 18 de julho de 2015
Adobe Flash - O Fim está próximo
A Adobe soltou uma atualização para o Flash Player que corrige diversas falhas de segurança do programa. A atualização vem em resposta a um à Mozilla: a empresa criadora do Firefox bloqueou o plugin do Flash de seu navegador.
E isso apenas um dia depois de Alex Stamos, diretor de segurança do Facebook, ter exigido da Adobe que definisse a "data de morte" do Flash. Mas você pode se perguntar: "por que todo esse ódio contra a plataforma da Adobe?". Se você tem essa dúvida, continue a ler abaixo.
O que é o Flash
O Adobe Flash, que já se chamou Macromedia Flash e Shockwave Flash, é uma plataforma de gráficos. Ela é utilizada principalmente para produzir animações, banners interativos, streaming de conteúdo multimídia, joguinhos interativos e diversos recursos mais elaborados de sites.
Com a ascensão do HTML5 (novo padrão de linguagem de codificação da internet), muitas das funções antes desempenhadas pelo Flash agora podem ser executadas pelos próprios navegadores, sem a necessidade de um plugin "exclusivo de direitos" e externo.
Para usuários comuns, isso é bastante benéfico. Primeiramente, porque o funcionamento do seu navegador não depende de um plugin externo. E, em segundo lugar, porque ele não depende de um pedaço de código fechado.
No entanto, diante da infinidade de máquinas com configurações diferentes que acessam diversos sites diariamente, o Flash ainda continua sendo relativamente importante para que a internet possa ser utilizada de maneira igual por todos.
Problemas recentes
Pode-se considerar, portanto, que o Flash já estava em um processo natural de decadência. O próprio Chrome já consegue "traduzir" os recursos em Flash de determinados sites para HTML5, o que torna o uso do plugin desnecessário.
Essa decadência, no entanto, se acelerou rapidamente quando, na semana passada, a empresa Hacking Team foi (ironicamente) hackeada. O vazamento de mais de 400GB de dados da empresa revelou, entre outras coisas, falhas de segurança gravíssimas no Flash.
A falha afetava os computadores que rodavam Windows e Linux, e os navegadores Internet Explorer, Chrome, Firefox e Safari - quase tudo, portando - e permitia que hackers executassem códigos maliciosos em outras máquinas. Apesar de ser a mais grave, ela não foi a primeira falha de segurança encontrada no Flash nesse ano.
Essa foi a gota d'água que levou a Mozilla a bloquear o plugin do Firefox, e que fez Alex Stamos exigir que a Adobe declarasse a data de morte do Flash. Até porque, como lembrou Mark Schmidt, funcionário da Mozilla, desde 2010 Steve Jobs já dizia que o Flash não era mais necessário.
E agora?
A situação atual do Flash não é nada boa. Além de ele estar com quase 20 anos de idade e se tornando cada vez menos necessário para a navegação na internet, ele continua sendo um enorme foco de vulnerabilidades para computadores conectados.
Para a Adobe, que é responsável pelo software, isso é um problema. Para os usuários comuns, por outro lado, nem tanto: a internet em geral já está "superando" o Flash, e a transição para um mundo sem Flash (como pediu o chefe de segurança do Facebook) deve ser relativamente tranquila.
Veja como restaurar o Adobe Flash no seu navegador:
Chrome
No navegador do Google, visite o endereço chrome://plugins/, encontre Adobe Flash Player e o desative ou ative.
Firefox
Vá aos Add-ons, que ficam no link de ferramentas do navegador, e abra a lista de plugins. Lá, procure o Shockwave Flash e o desative ou ative (ou escolha a opção que faz o navegador pedir permissão para usar o Flash sempre que ele for requisitado).
Internet Explorer
No menu de configurações, encontre o gerenciador de add-ons e selecione Shockwave Flash Object. Basta desabilitá-lo ou habilite.
Safari
Clique em “Safari” e escolha “Preferências”. Lá, vá em “Segurança” e, onde aparece Adobe Flash Player, escolha entre perguntar ou bloquear.
Fonte:
Olhar Digital
segunda-feira, 29 de junho de 2015
quinta-feira, 28 de maio de 2015
20 anos de internet brasileira
Já são 20 anos de internet comercial no Brasil, completados neste mês de maio. De lá para cá, muita coisa mudou; algumas destas mudanças deixaram saudades, mas uma boa parte não fizeram falta a ninguém.
Abaixo estão as coisas que foram tarde e não deixam saudades:
Fragilidade da internet discada
Você reclama da internet brasileira hoje? Você tem razão em fazer isso, mas as coisas já foram muito piores. Além do barulhinho para conectar (que é nostálgico, admitimos), as conexões via internet discada eram extremamente delicadas e poderiam cair a qualquer momento.
Telefone ocupado
Tudo o que foi dito no item acima se soma ao fato de que a internet discada ocupava o telefone, e tirá-lo do gancho era uma ameaça à integridade da internet.
Esperar até meia-noite
O advento da internet no Brasil criou uma geração de corujões, acostumados a passar madrugadas acordados online. Isso porque muitos ficavam esperando a meia-noite para finalmente conectar-se pagando apenas um pulso telefônico, em vez de pagar por uma ligação longa e contínua normal. No sábado havia um refresco, com a regra do pulso único valendo a partir das 14h, e no domingo o dia era liberado, para alívio geral da nação.
CDs de internet
Lembra quando você recebia CDs da AOL e UOL para conseguir entrar na internet? Havia gente que acumulava pilhas enormes com aqueles disquinhos, com o objetivo de se manter sempre online de forma gratuita para sempre, mas não tinha jeito.
Internet contratada por tempo
Os CDs forneciam acesso limitado por tempo. Ou seja: você contratava, por exemplo, 300 minutos de internet, o que parece impensável e impraticável nos PCs modernos (embora aconteça algo parecido nos planos de internet móvel atualmente, com as franquias limitadíssimas em megabytes).
Infinitos discadores instalados
Houve um momento na internet em que a febre foram os discadores gratuitos, que prometiam acesso grátis e o usuário só pagava o pulso telefônico. Foi aí que apareceram iG, NetGratuita, iTelefônica, iBest e tantos outros serviços similares. Claro que o usuário comum tinha todos eles instalados, ocupando espaço no HD e no desktop, fazendo o rodízio para o caso de a conexão com um deles falhar. E elas falhavam bastante.
Buscadores pré-Google
Antes do boom do Google como buscador, várias empresas tentaram a sorte neste mercado, mas falharam por um motivo: o método arcaico de “catalogar” a internet. Antigamente, você precisava cadastrar seu site em serviços como o finado “Cadê?” para que alguém pudesse acha-lo em uma possível busca sobre um assunto relacionado. Não é preciso dizer que este método era bem pouco preciso, e a tecnologia do Google, com seu robô que vasculha as páginas da web automaticamente mudou a forma de pesquisar as coisas na internet.
E-mail com espaço limitado
Lembra quando você precisava limpar frequentemente a sua caixa de entrada, ou não sobraria espaço para novas mensagens? Era muito comum serviços de e-mail que ofereceriam 2, 3, ou 5 megabytes de espaço para guardar a correspondência eletrônica. Já pensou se você precisasse resgatar uma mensagem importante e ela tivesse se perdido porque você foi obrigado a fazer uma limpa na sua caixa?
Design dos sites
Nos anos 1990 e início dos anos 2000, não havia webdesign. Na verdade, até havia, mas era tudo muito rudimentar. Hoje, visitar sites da idade da pedra digital que ainda resistem, como o do filme Space Jam, pode ser divertido e engraçado como documentação histórica, mas viver na web inteira daquela forma era um pesadelo de usabilidade.
Lentidão
É claro, a velocidade de 56 kbps é o que menos deixa saudades de todo este período. Baixar uma música levava horas, vídeos eram impensáveis, streaming era algo fora da realidade e tantas facilidades da internet moderna simplesmente eram incapazes de existir nos anos 1990 e início dos anos 2000. Só o fato de haver uma imagem no meio do texto poderia deixar o site mais pesado do que boa parte das conexões aguentava.
Abaixo estão as coisas que foram tarde e não deixam saudades:
Fragilidade da internet discada
Você reclama da internet brasileira hoje? Você tem razão em fazer isso, mas as coisas já foram muito piores. Além do barulhinho para conectar (que é nostálgico, admitimos), as conexões via internet discada eram extremamente delicadas e poderiam cair a qualquer momento.
Telefone ocupado
Tudo o que foi dito no item acima se soma ao fato de que a internet discada ocupava o telefone, e tirá-lo do gancho era uma ameaça à integridade da internet.
Esperar até meia-noite
O advento da internet no Brasil criou uma geração de corujões, acostumados a passar madrugadas acordados online. Isso porque muitos ficavam esperando a meia-noite para finalmente conectar-se pagando apenas um pulso telefônico, em vez de pagar por uma ligação longa e contínua normal. No sábado havia um refresco, com a regra do pulso único valendo a partir das 14h, e no domingo o dia era liberado, para alívio geral da nação.
CDs de internet
Lembra quando você recebia CDs da AOL e UOL para conseguir entrar na internet? Havia gente que acumulava pilhas enormes com aqueles disquinhos, com o objetivo de se manter sempre online de forma gratuita para sempre, mas não tinha jeito.
Internet contratada por tempo
Os CDs forneciam acesso limitado por tempo. Ou seja: você contratava, por exemplo, 300 minutos de internet, o que parece impensável e impraticável nos PCs modernos (embora aconteça algo parecido nos planos de internet móvel atualmente, com as franquias limitadíssimas em megabytes).
Infinitos discadores instalados
Houve um momento na internet em que a febre foram os discadores gratuitos, que prometiam acesso grátis e o usuário só pagava o pulso telefônico. Foi aí que apareceram iG, NetGratuita, iTelefônica, iBest e tantos outros serviços similares. Claro que o usuário comum tinha todos eles instalados, ocupando espaço no HD e no desktop, fazendo o rodízio para o caso de a conexão com um deles falhar. E elas falhavam bastante.
Buscadores pré-Google
Antes do boom do Google como buscador, várias empresas tentaram a sorte neste mercado, mas falharam por um motivo: o método arcaico de “catalogar” a internet. Antigamente, você precisava cadastrar seu site em serviços como o finado “Cadê?” para que alguém pudesse acha-lo em uma possível busca sobre um assunto relacionado. Não é preciso dizer que este método era bem pouco preciso, e a tecnologia do Google, com seu robô que vasculha as páginas da web automaticamente mudou a forma de pesquisar as coisas na internet.
E-mail com espaço limitado
Lembra quando você precisava limpar frequentemente a sua caixa de entrada, ou não sobraria espaço para novas mensagens? Era muito comum serviços de e-mail que ofereceriam 2, 3, ou 5 megabytes de espaço para guardar a correspondência eletrônica. Já pensou se você precisasse resgatar uma mensagem importante e ela tivesse se perdido porque você foi obrigado a fazer uma limpa na sua caixa?
Design dos sites
Nos anos 1990 e início dos anos 2000, não havia webdesign. Na verdade, até havia, mas era tudo muito rudimentar. Hoje, visitar sites da idade da pedra digital que ainda resistem, como o do filme Space Jam, pode ser divertido e engraçado como documentação histórica, mas viver na web inteira daquela forma era um pesadelo de usabilidade.
Lentidão
É claro, a velocidade de 56 kbps é o que menos deixa saudades de todo este período. Baixar uma música levava horas, vídeos eram impensáveis, streaming era algo fora da realidade e tantas facilidades da internet moderna simplesmente eram incapazes de existir nos anos 1990 e início dos anos 2000. Só o fato de haver uma imagem no meio do texto poderia deixar o site mais pesado do que boa parte das conexões aguentava.
Fonte: Olhar Digital








